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  • Foto do escritorConsultora da Desordem

A cigarra e a formiga

Atualizado: 28 de mar.



A propósito da gestão do esforço, vou contar a história da Cigarra e da formiga, sim, a fábula de La Fontaine da nossa infância, na sua versão pós moderna.

Então, era uma vez uma formiga e uma a cigarra que eram muito amigas.

Durante todo o outono, a formiga trabalhou sem parar, armazenando comida para o inverno.

Não aproveitou o sol, a brisa suave do fim da tarde, nem uma cervejinha depois do dia de trabalho.

Enquanto isso, a cigarra só andava a cantar com os amigos nos bares da cidade, não desperdiçou nem um minuto sequer, cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol, disfrutou muito sem se preocupar com o tempo que estava para vir.

Passado uns dias, começou o frio, a formiga exausta de tanto trabalhar meteu-se na sua pobre guarida cheia de comida até ao teto.

Mas, alguém a chamou da rua e, quando abriu a porta teve a surpresa de ver a sua amiga cigarra num Ferrari e vestindo um valioso casaco.

A cigarra disse-lhe:

Olá amiga! Vou passar o inverno a Paris, podes cuidar da minha casita?

A formiga responde:

Claro, sem problema! Mas o que aconteceu? Onde arranjaste o dinheiro para ir a Paris, comprar um Ferrari e um bonito e caro casaco?

E a cigarra responde. Imagina lá, que eu estava a cantar num bar a semana passada e um produtor gostou da minha voz.

Assinei um contrato para fazer shows em Paris.

Precisas de alguma coisa de lá?

Sim, disse a formiga. Se encontrares o La Fontaine (autor desta fábula), manda-o pró caraças e diz que vens da minha parte!

Moral da história: Mais vale um esforço bem direcionado do que ser esforçado.

Trabalhar para ter sorte, é estar atento às oportunidades.

Quando a sorte bate à porta, é bom não estar no quintal à procura do trevo de 4 folhas.

Parece consensual que quando damos o nosso melhor, os resultados aparecem.

Basta fazer as coisas certas na altura certa.

Os atletas de alta competição fazem isso na perfeição.  O esforço certo na altura certa.

E quando damos tudo naquele sprint, fazemos o que temos a fazer, basta acreditar que vai valer a pena.

A gestão do esforço requer foco nos objetivos e otimização do desempenho.

Dar o nosso melhor é trabalhar para ter sorte. Os resultados aparecem e a preguiça até sabe melhor.

A esse respeito recomendo a leitura do livro que dá pelo nome de “Essencialismo” para aprender a fazer menos mas melhor, de Greg Mc Keown, especialista em liderança e estratégia.

Olha e tu? Já pensaste na sabedoria da Cigarra?

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